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Rotina de CEO: como é liderar uma empresa de tecnologia ao bilhão

Descubra como é a rotina de CEO de uma empresa de tecnologia mirando R$ 1 bilhão: IA em vendas, CAC, dia de fechamento e crescimento previsível no Brasil.

Thiago Reis

CEO | Growth Machine
19/02/2026

Existe uma diferença enorme entre falar sobre crescimento e realmente viver a pressão de construí-lo. A rotina de CEO de uma empresa de educação e tecnologia que mira R$ 1 bilhão de valuation não é feita de reuniões elegantes e decisões tranquilas. É feita de acordar antes do sol, de pipeline aberto na tela às 7h18 da manhã, de criativos sendo produzidos ao mesmo tempo em que o conselho de administração aguarda na agenda. Quem olha de fora enxerga a meta. Quem está dentro sente o peso de cada escolha que precisa ser feita antes do café esfriar.

Ainda assim, essa é exatamente a realidade que atrai os melhores profissionais e separa empresas que crescem daquelas que ficam paradas com um planejamento estratégico guardado numa pasta digital. Para além da teoria, o que sustenta uma operação com 146 pessoas, duas unidades de negócio e projeções na casa dos R$ 63 milhões comprometidos e R$ 100 milhões perseguidos é algo bem mais concreto. É processo. É dado. É mentalidade em vendas. E, acima de tudo, é a capacidade de executar sob pressão sem perder a clareza de onde se quer chegar.

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O dia começa antes do escritório, e isso não é coincidência

A rotina de CEO de uma operação em alto crescimento começa, na maior parte das vezes, com alguma forma de descarga de energia antes de qualquer reunião. Não porque está na moda falar sobre bem-estar corporativo, mas porque liderar um time comercial, tomar decisões estratégicas e manter o nível de energia necessário para transferir entusiasmo ao longo de 12, 14, 16 horas exige um preparo físico real. Quanto mais intensa é a demanda, mais indispensável se torna essa válvula de alívio. Sem ela, o acúmulo de pressão derruba o desempenho antes que a semana chegue na quinta-feira.

Além disso, há algo pouco debatido sobre performance executiva. A capacidade de tomar boas decisões ao longo do dia é diretamente influenciada pelo estado físico e mental com que se inicia a manhã. Isso não é filosofia de autoajuda. É fisiologia aplicada à liderança. O CEO que chega ao escritório com o sistema nervoso regulado responde com mais clareza às pressões do time, sustenta o ritmo de execução que operações de alto crescimento exigem e consegue influenciar o ambiente com energia positiva. A rotina do vendedor de alta performance começa exatamente aqui. Quanto mais treinamento físico, maior a produtividade ao longo do dia inteiro.

Por isso, a pergunta que vale fazer não é se você tem tempo para treinar antes de trabalhar. A pergunta certa é se você pode se dar ao luxo de abrir mão desse tempo, considerando o nível de demanda que sua posição exige todos os dias. Para quem opera no nível de uma startup rumo ao bilhão, a resposta costuma ser bastante objetiva.

O painel de controle de uma operação que não tolera achismo

Uma das marcas mais visíveis de uma empresa que realmente escala é a forma como ela monitora seus próprios indicadores. A rotina de CEO, nesse contexto, inclui uma camada de gestão por dados que vai muito além de reuniões mensais de resultado. O pipeline de cada vendedor é acompanhado diariamente. O forecast de vendas é calibrado com base em histórico real de conversão. Além disso, a última venda fechada tem horário registrado, porque 22 horas sem fechar um contrato em semana de pico já é um sinal de atenção, não uma normalidade aceitável.

Dentro da operação da Growth Machine, os profissionais de pré-venda não são remunerados por reunião agendada. Eles são remunerados por SAL gerado, ou seja, por reunião efetivamente realizada, qualificada e aceita pelo time de vendas como oportunidade legítima. Essa distinção muda tudo. Quando o incentivo está no agendamento, o profissional lota o calendário do closer com leads sem perfil. Quando o incentivo está na oportunidade aceita pelo time, ele precisa qualificar de verdade antes de passar adiante. O resultado é um processo de vendas mais enxuto, mais previsível e com taxa de conversão substancialmente mais alta do que a média do mercado.

Ademais, o acompanhamento em tempo real não serve apenas para cobrar. Serve para corrigir antes que o problema vire crise. Um radar bem calibrado detecta gargalos com antecedência suficiente para intervir. E essa capacidade de intervenção precoce é o que sustenta a previsibilidade em vendas B2B, separando operações que chegam ao final do mês com surpresas daquelas que chegam com consistência e receita construída ao longo de cada semana.

Inteligência artificial versus profissional humano: os números que resolvem o debate

Há uma discussão recorrente no mercado sobre se a inteligência artificial substitui ou complementa os profissionais de vendas. A resposta mais honesta para essa pergunta não está em artigo de opinião. Está nos dados de operações que colocaram os dois modelos para rodar em paralelo e mediram os resultados com rigor. Para entender como esse modelo funciona na teoria antes de ver os dados na prática, vale começar pelo conceito de o que é IA para vendas B2B e como funciona. Quando a comparação é feita com seriedade, os números falam por si.

Em janeiro, dentro da operação da Growth Machine, os resultados foram os seguintes. A inteligência artificial realizou 74.000 ligações no mês, agendou 375 reuniões e apresentou taxa de conversão de 26%. O profissional humano mais produtivo do time realizou menos de 2.000 ligações, agendou 329 reuniões e converteu a 11%. Em volume, a diferença supera 37 vezes. Em taxa de conversão, a IA converte mais do que o dobro. O número que ainda exige atenção, contudo, é o comparecimento. Leads abordados pela IA aparecem menos nas reuniões do que os abordados por humanos. A diferença entre SDR humano e SDR com IA fica bastante clara quando se colocam esses dados lado a lado.

Justamente por isso, a solução implementada foi expandir a atuação da ferramenta para além do agendamento. A partir de determinado ponto, ela passou a gerar cadências de acompanhamento pós-confirmação, enviando lembretes e acessos da mesma forma que se faz num lançamento digital. O detalhe mais revelador é que parte desse comportamento surgiu sem programação explícita. A IA identificou que o acompanhamento pós-agendamento aumentava a efetividade e começou a criar atividades para si mesma, o que levanta questões importantes sobre o futuro próximo dessas ferramentas em ambientes comerciais de alta escala. Os benefícios da IA no processo de vendas B2B vão muito além do volume de ligações.

De R$ 19 mil a R$ 100 por lead: a lógica por trás da virada no custo de aquisição

Reduzir o custo de aquisição de cliente é um dos maiores desafios de qualquer empresa em fase de escala. Quando esse custo sobe além de um determinado patamar, o crescimento passa a depender de capital externo, porque a operação deixa de ser sustentável com o próprio fluxo de caixa. Na Growth Machine, o valor por cliente chegou a R$ 19.000 em determinado momento. Insustentável para quem precisa de volume consistente todo mês sem queimar caixa.

A decisão estratégica, contudo, não foi aumentar o investimento em mídia paga esperando que mais volume gerasse eficiência. Foi o caminho oposto. O orçamento foi redirecionado para produção de criativos com abordagem mais elaborada, com hooks que quebram o padrão de atenção e conteúdo capaz de alcançar os 97% do mercado que ainda não está ativamente buscando uma solução. Esse ponto merece atenção especial, visto que a maioria das empresas compete pelos mesmos 3% de potenciais clientes que já estão em modo de decisão. Quem vende com conteúdo e constância consegue educar e despertar os outros 97%, criando demanda onde antes não existia com custo de aquisição radicalmente menor.

O processo adotado foi produzir de 25 a 30 variações de abordagens criativas, testá-las contra uma audiência real, escalar as versões com menor custo por lead e eliminar as demais sem hesitação. O resultado do primeiro ciclo com essa metodologia foi gerar leads abaixo de R$ 100. Isso não é sorte nem fenômeno isolado. É o resultado de aplicar mentalidade científica de teste ao problema de aquisição, com dados, iteração disciplinada e consistência de execução ao longo do tempo.

O dia de fechamento como metodologia, não como desespero de fim de mês

Existe uma confusão frequente sobre o que é um dia de fechamento dentro de uma operação comercial estruturada. Para muitas empresas, é o dia em que o time corre atrás do que não foi feito ao longo do mês inteiro. Para operações que realmente têm processo, é o dia em que a colheita acontece porque o terreno foi preparado com antecedência. A diferença entre as duas situações é enorme, tanto em resultado quanto em qualidade de execução do time. Entender como funciona o dia do fechamento em vendas é o ponto de virada para quem quer sair do desespero e entrar na previsibilidade.

A metodologia desenvolvida para esse momento envolve canal estruturado para geração de oportunidades, engajamento ativo do time com foco em execução prática e um painel de forecast atualizado em tempo real com total vendido, volume em pipeline, gap de meta e percentual realizado. O resultado histórico é que aproximadamente 30% da meta mensal entra nesse único dia. Isso é consequência de processo, não de energia artificial ou motivação de palco. Quando o pipeline está saudável, quando o time está bem preparado e quando a máquina de vendas está calibrada, o fechamento é apenas o momento em que o trabalho acumulado ao longo do mês se converte em receita de forma natural.

Outrossim, o formato vai além de cobrar resultado. Ele inclui dinâmicas práticas, rituais que movem o estado interno do time e uma lógica de recuperação ativa de oportunidades que estavam em negociação mas não tinham avançado. Porque em vendas, a maioria das perdas não acontece por rejeição explícita. Acontece por ausência de follow-up bem executado no momento certo, quando o cliente ainda estava considerando a decisão.

Estado interno importa mais do que técnica na hora de vender

Essa afirmação pode parecer subjetiva à primeira vista, mas ela tem fundamento profundo em qualquer análise séria de performance comercial. Quando um profissional aborda um prospect sem convicção, sem energia, com a sensação de que está pedindo um favor ao solicitar uma reunião, o prospect percebe isso antes mesmo de processar o conteúdo da mensagem. A comunicação não verbal, o tom de voz, o ritmo da conversa, tudo comunica estado antes de comunicar argumento. E estado é o que determina se a conversa vai avançar ou travar logo nos primeiros minutos. A comunicação em vendas começa bem antes de qualquer palavra dita.

A palavra entusiasmo tem origem no grego e carrega o significado de energia interior, de uma força que vem de dentro. Quando essa energia está presente, ela se transmite de forma natural. Quando está ausente, nenhum roteiro de vendas no mundo compensa a diferença. Por isso, dentro do programa Expansão Comercial, há uma defesa consistente de que vendedores cuidem da saúde mental com a mesma seriedade com que estudam técnicas de vendas B2B. Síndrome do impostor, ansiedade crônica e baixa autoestima são obstáculos comerciais tão reais quanto um argumento fraco de proposta de valor.

Portanto, investir no estado interno do time não é pauta isolada de departamento de gestão de pessoas. É estratégia comercial direta com impacto mensurável em taxa de conversão. Profissionais que chegam a cada conversa com estado de quem tem algo valioso a oferecer convertem em proporção muito superior aos que chegam com estado de quem precisa de aprovação para existir. Esse princípio vale tanto para a rotina de CEO quanto para o profissional que faz a primeira ligação do dia com base num script de vendas bem estruturado.

Crescer com fluxo de caixa próprio e a lógica do crescimento sustentável

De uma operação enxuta para 146 colaboradores sem rodada de investimento externo. Esse trajeto foi feito inteiramente com base em uma lógica simples, porém exigente. Cada contratação precisava se pagar antes de abrir espaço para a próxima. Quando o primeiro profissional gerava resultado suficiente, chegava o segundo. E assim sucessivamente, sem atalhos financeiros que criariam pressão de queima de caixa antes de a operação estar madura o suficiente para se sustentar. Para quem quer escalar o time de vendas sem perder qualidade, esse modelo de crescimento orgânico é um dos mais sólidos.

Esse modelo constrói algo que capital de investidor não garante diretamente: uma cultura de responsabilidade por resultado. Porque quando não há gordura no orçamento, cada pessoa entende que sua permanência depende do impacto que gera. Não se trata de um ambiente cruel. É um ambiente honesto, onde os critérios são transparentes e o crescimento profissional está diretamente ligado ao crescimento do negócio. À medida que a operação foi avançando, foi possível ampliar o investimento em produto, em automação de vendas e em infraestrutura comercial de forma consistente e progressiva.

Além disso, crescer dessa forma desenvolve um músculo organizacional extremamente valioso. O time aprende a gerar resultado com o que tem disponível, sem depender de mais investimento como condição para entregar o que foi combinado. Quando o capital externo eventualmente chega, ele acelera uma máquina de crescimento previsível que já funciona, em vez de tentar consertar uma estrutura que nunca funcionou com consistência.

Construa uma operação que cresce com consistência, não com sorte

Se você chegou até aqui, provavelmente não está lendo por curiosidade sobre a rotina de CEO de outra empresa. Está lendo porque quer entender o que faz uma operação crescer com consistência, sem depender de um único mês excepcional para justificar a existência de todo o time comercial. E essa é exatamente a conversa que faz diferença. Os KPIs de vendas que você acompanha hoje vão determinar as decisões que você toma amanhã.

O ponto de partida é sempre o mesmo. Antes de escalar, você precisa ter clareza sobre o que está funcionando, o que está travando e onde o seu processo comercial está perdendo oportunidades que deveriam estar se convertendo em receita. Sem esse diagnóstico honesto, qualquer investimento em tecnologia, em tráfego ou em novas contratações vai amplificar os problemas que você ainda não mapeou. Mais volume num funil com furo não gera mais resultado, apenas mais desperdício em maior escala.

Por isso, se você quer entender com precisão onde sua operação está hoje e o que precisa mudar para alcançar o próximo nível de resultado, o diagnóstico é o melhor primeiro passo que você pode dar agora. Sem custo, sem compromisso, mas com a clareza necessária para tomar decisões com base em dados reais. Acesse o diagnóstico gratuito e descubra o que está impedindo sua operação de crescer no ritmo que ela deveria estar crescendo.

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Respostas de 3

  1. Parabens pelo conteúdo , é realmente benefico, mas gostaria de lhe sugerir que na proxima deixes também alguns exemplo.

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