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Vibe Coding Não é Mágica, é Método: O Guia de Maturidade em Produto. Como Estruturar Seus Prompts no Lovable

Vibe Coding não é mágica: é método. Descubra como estruturar prompts no Lovable para criar MVPs robustos e escaláveis.

Alexandre Kleppa

Chief AI Officer | Growth Machine
16/12/2025

Em um mercado que idolatra a velocidade e a tecnologia, tenho visto o Vibe Coding ser glorificado como um atalho mágico. A promessa é sedutora: transformar ideias complexas em código funcional apenas com prompts. No entanto, a prática tem nos mostrado que, sem método, o que era para ser agilidade vira um Frankenstein de problemas técnicos.

Esse artigo é sobre como você pode estruturar melhor seus prompts. Saber o que pedir para a Ia é o ponto central de um projeto como esse ser bem desenvolvido.

Eu vou compartilhar a estrutura mental e o processo que desenvolvemos e utilizamos aqui na Growth Machine para transformar ideias de produto (como nosso Ranking Comercial) em MVPs robustos, testáveis e escaláveis.

Você aprenderá a alinhar processo e ferramenta para que seu Vibe Coding seja previsível, autoritativo e realmente acelerado.

Índice
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O Erro Comum e a Tese Central

Muitos de nós já caímos na armadilha: a empolgação com a IA nos faz pular etapas. Começamos pelo prompt, misturamos front, back e regras de negócio, e quando o MVP vira um caos, culpamos a IA.

Nossa Tese Central: Vibe Coding não é sobre escrever prompts melhores, é sobre saber quando e como usar a IA dentro de um processo bem definido. É sobre acelerar aprendizado, validação e decisão.

Estudo de Caso Real: O Ranking Comercial da Growth Machine

Um bom exemplo de que o processo é mais importante do que a capacidade de codar vem do nosso próprio CEO, Thiago Reis.

Thiago, um especialista em vendas e gestão, não em desenvolvimento de software, identificou a necessidade crítica de um dashboard de Ranking Comercial claro e em tempo real, como o que você vê abaixo, para motivar e orientar nosso time de alta performance.

O Desafio: Criar um dashboard customizado com a urgência e especificidade que precisávamos seria caro e demorado com métodos tradicionais.


A Solução com Lovable e o Método Vibe Coding:

Prioridade no Processo: Thiago aplicou o método Vibe Coding que detalharei abaixo. Ele focou em mapear a jornada de métricas, definir o MVP de forma visual e priorizar o design (Fase 1 e 2).

IA como Meio: Usando o Lovable, a IA traduziu sua visão de produto (o dashboard com rankings, metas, etc.) em código funcional. Ele conseguiu construir e iterar o Ranking Comercial rapidamente, sem escrever uma única linha de código.

A lição: A capacidade técnica deixa de ser o limite. O limite passa a ser a clareza do seu processo e a sua intenção. Se você não consegue testar rápido, você não está fazendo Vibe Coding.

O Método de Maturidade em Vibe Coding: O Guia para Evitar o Frankenstein

Para evitar problemas técnicos e realmente aproveitar o potencial da IA, aplicamos uma abordagem estruturada baseada em boas práticas de Vibe Coding da Lovable.


Fase 1: O Quebra-Cabeça de Produto – Pare de “promptar” e Comece a Pensar

O Alerta: Seu prompt vale zero se você não souber o problema que está resolvendo. Vibe Coding é sobre agilidade, mas Product Thinking é a fundação.

Planeje antes de escrever qualquer prompt: Foque no problema. Qual é o MVP (mínimo produto viável) de verdade? O que o produto deve atingir? Quem vai utilizar ele?

Mapeie a jornada do usuário de forma visual: Entenda o produto pelos olhos de quem usa, do início ao fim.

Acerte o design antes de tudo: Layout e experiência vêm antes de funcionalidade refinada. O feedback visual acelera o erro barato.


Fase 2: Pensar em Modulos Salva a Sua Pele

A Regra: Se você está pedindo uma página inteira no primeiro prompt, você está errando. Crie peças reutilizáveis.

Crie prompts por componente, não por página: Construa peças reutilizáveis (botões, cards). Isso evita telas monolíticas e gera código modular e escalável.

Desenhe usando conteúdo real: Conteúdo real muda decisões de design e gera um resultado mais preciso.

Fale sobre os detalhes, não o todo: botões, cards, etc: Seja específico. Cada elemento é uma decisão controlável.

Use buzzwords para ajustar a estética: Palavras certas (“minimalista”, “robusto”, “industrial”) ajudam a calibrar o estilo visual.


Fase 3: A Lei da Iteração (Sem Resetar) – Construa com Precisão

A Verdade Dura: A IA erra. O sênior não recomeça do zero, ele empilha contexto de forma inteligente.

Use padrões de prompt para layouts: Estrutura repetível gera consistência e velocidade.

Adicione visuais via URL: Referências visuais claras evitam retrabalho. Mostre à IA, não apenas descreva.

Empilhe contexto usando o botão de edição: Itere com intenção. Adicionar contexto refina o trabalho anterior, sem perder o que já foi gerado.


Fase 4: O Caminho da Maturidade – Pensando em Escala e Sobrevivência

O Ponto Cego do Iniciante: Seu MVP de sucesso será um pesadelo se você não planejar onde ele vai morar e como ele vai se proteger.

Construa já pensando no Lovable Cloud (o backend da Lovable): Escalabilidade não é um problema para depois, é uma decisão de design. O Lovable Cloud, por exemplo, é o meio para que seu produto se conecte com dados reais e escale.

Controle de versão é seu aliado: A IA erra, e a iteração é parte do método, não uma falha. Teste, volte atrás, compare.

Segurança não é negligência: Um MVP sem segurança vira um problema técnico insustentável. Pense em RLS (Row Level Security) e acessos desde cedo. Vibe coding não é desculpa para ignorar o básico.

Conclusão

O Vibe Coding, quando aplicado com a maturidade que você aprendeu aqui, é uma ferramenta de aceleração de aprendizado, não apenas de código.

O processo existe para absorver o erro de forma barata. Se você seguir estas 4 fases, seu próximo projeto não será apenas rápido, mas sólido e sustentável.

Vejo vocês no futuro!

Perguntas frequentes

Vibe Coding é apenas sobre escrever prompts melhores?

Não, Vibe Coding é sobre saber quando e como usar a IA dentro de um processo bem definido para acelerar aprendizado, validação e decisão, e não um atalho mágico para pular etapas.

O CEO Thiago Reis priorizou o processo mapeando a jornada de métricas e o design visualmente, usando a IA do Lovable apenas como meio para traduzir essa visão de produto em código funcional.

O problema surge quando se pula a etapa de Product Thinking e se misturam front, back e regras de negócio em prompts iniciais sem ter clareza do problema real que o MVP deve resolver.

Jamais, pois a regra é criar peças reutilizáveis e construir prompts por componente para garantir que o código gerado seja modular, escalável e de fácil manutenção.

Encare a iteração como método e não falha, empilhando contexto de forma inteligente através do botão de edição para refinar o trabalho anterior sem perder o que já foi gerado.

Sim, desde que você planeje a escalabilidade como decisão de design inicial, utilizando recursos como Lovable Cloud para dados reais, controle de versão e segurança desde o primeiro dia.

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Respostas de 3

  1. Parabens pelo conteúdo , é realmente benefico, mas gostaria de lhe sugerir que na proxima deixes também alguns exemplo.

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