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IA Não É Ferramenta — É Seu Novo Colega de Trabalho
A primeira diferença brutal entre quem está ganhando com IA e quem está apenas “testando” está na mentalidade.
Nos Estados Unidos, profissionais não falam de IA como uma ferramenta. Eles falam como se fosse um colega de trabalho. É uma mudança de perspectiva que parece sutil, mas transforma completamente a forma como você usa a tecnologia.
Recentemente, estive num evento nos Estados Unidos e minha primeira percepção em relação aos americanos é que eles falam da IA não como uma ferramenta, mas como se fosse um colega de trabalho. Eles se referem a ela como uma extensão. E a percepção que tenho é que aqui a gente meio que se impressiona ainda. Mas lá é tipo, cara, parece que já aconteceu há muito tempo, parece que tem 10 anos já que eles usam.
Essa percepção revela um gap crítico. Enquanto o mercado brasileiro ainda está na fase de admiração, profissionais americanos já incorporaram agentes de IA nas suas rotinas diárias — tratando-os como extensões das suas capacidades, não como softwares ocasionais.
A consequência prática disso? Produtividade multiplicada, processos redesenhados desde a base e capacidade de escalar operações sem contratar proporcionalmente mais pessoas.
E aqui está o ponto: você não precisa de anos para alcançar esse nível de maturidade. Você só precisa começar com a mentalidade certa.
Entendendo a Cadeia de Valor da IA (E Onde Está Seu Dinheiro)
Para aproveitar a revolução da IA, você precisa entender onde estão as camadas de oportunidade. A cadeia de valor completa revela onde está o dinheiro de verdade.
Camada 1: Infraestrutura (Quem Vende a Pá)
Na base, estão chips, servidores, data centers. É o hardware que sustenta tudo. E hoje, quem está lucrando de verdade é a NVIDIA.
Por quê? Porque todas as LLMs consomem poder computacional absurdo. E a demanda por GPUs está anos à frente da oferta. As máquinas que fabricam chips custam $400 milhões cada e levam anos para serem construídas.
Alexander foi direto: “A NVIDIA é o único que está ganhando dinheiro, porque todas as LLMs são deficitárias quando você olha a correlação entre infraestrutura, custo e receita gerada.”
Oportunidade para você? Provavelmente não. Essa camada exige bilhões em capital.
Camada 2: Modelos (LLMs e Multimodais)
Aqui estão OpenAI, Anthropic, Google, Meta — empresas que treinam e monetizam os modelos generativos. Eles vendem acesso via API (pagamento por token) ou licença (assinatura mensal, como ChatGPT Plus).
Hoje existem mais de 50 LLMs disponíveis. A monetização geralmente funciona por créditos em vez de tokens diretos (termo muito técnico para usuários finais). Você pode usar uma LLM mais barata em contexto pequeno ou modelos mais poderosos que consomem mais crédito.
Oportunidade para você? Também não. Treinar LLMs exige capital massivo, infraestrutura e expertise técnico de ponta.
Camada 3: Plataformas (Clouds, Sistemas Operacionais, Marketplaces)
São os intermediários que facilitam acesso e integração. AWS, Azure, Google Cloud. Sistemas que conectam LLMs a aplicações reais.
Oportunidade? Limitada, a não ser que você esteja construindo infraestrutura B2B.
Camada 4: Aplicações (Wrappers)
Aqui está o ouro para a maioria das empresas. São soluções construídas em cima de LLMs que resolvem problemas específicos.
Exemplos? ChatVolt, Prospct AI, ferramentas de automação, agentes de atendimento, SDRs com IA, plataformas de criação de conteúdo.
O modelo de negócio é simples: assinatura mensal + consumo de token. E o mercado batizou carinhosamente essas empresas de “wrappers” — porque elas “envolvem” LLMs existentes com interface, experiência e funcionalidades específicas.
Esta é a oportunidade real para 99% dos empresários.
Camada 5: Serviços (Consultoria, BPO, Integração, Educação)
Na ponta final, estão os serviços: implementação, consultoria, treinamento, suporte. É onde a tecnologia encontra a realidade operacional das empresas.
E aqui está uma verdade inconveniente: no Brasil, você não escala só com produto. Você precisa de serviço.
Eu sempre digo: no Brasil, a realidade é que o nível de educação das pessoas é muito baixo. As pessoas querem tudo imediato. Então, cara, tem que ter uma camada de serviço. Esse é até um dos bloqueios.
E a realidade confirma isso. “A gente queria ser só SaaS, mas não teve jeito, a gente teve que colocar a mão na massa e ajudar os clientes, e aí foi um grande divisor de águas.”
Oportunidade? Enorme. Empresas precisam de quem entenda tanto de tecnologia quanto de negócio. Quem traduz IA para resultados práticos ganha muito.
O Maior Erro: Automatizar Processos Ruins
Antes de implementar qualquer agente de IA, existe uma pergunta que pode economizar meses de frustração e dezenas de milhares de reais: o processo que você quer automatizar funciona bem manualmente?
Porque o erro número um na implementação de IA é simples: automatizar processos ruins.
Alexander foi direto: “A IA generativa tem que ser, na verdade, o processo tem que ser redesenhado para ela ter sucesso. A gente não pode passar pelos museus que aconteceram lá na época da digitalização, onde as pessoas pegavam os formulários em papéis, transformavam em digital e falavam: ‘digitalizei’. Isso não é.”
Digitalizar não é transformar. Automatizar não é otimizar.
Se o seu processo comercial é confuso, se a qualificação de leads é inconsistente, se o follow-up depende da memória de cada vendedor — jogar IA em cima disso só vai amplificar o problema.
Os casos de sucesso que a ChatVolt implementou em mais de 100 projetos ao longo de 2024 tiveram um denominador comum: redesenho completo do processo antes da implementação.
Isso significa mapear cada etapa, identificar gargalos, definir critérios objetivos de qualificação, criar roteiros claros de abordagem e estabelecer indicadores de performance que realmente importam.
Só depois disso — com processo validado e funcionando — você coloca IA para escalar. E quando você faz isso da forma certa, o resultado não é incremental. É exponencial.
Por Que 80% dos Projetos Comerciais Fracassam
A Growth Machine passou 8 anos implementando operações comerciais em centenas de empresas B2B. E um padrão ficou claro: 80% dos projetos que fracassavam tinham a mesma causa raiz — turnover na função de prospecção.
Não era problema de estratégia. Não era falta de leads. Não era produto ruim ou mercado saturado. O problema era gente.
Prospecção é, por natureza, uma função cansativa. Você toma dezenas de “nãos” por dia. O trabalho é altamente repetitivo. A curva de aprendizado é longa. E quando o profissional finalmente atinge alta performance — em média, 6 meses depois — ele é promovido ou sai da empresa.
O ciclo recomeça. A operação trava. O pipeline seca. Os resultados despencam.
A lógica por trás da criação da Prospct AI nasceu exatamente desse problema: “A gente percebeu que tudo aquilo que a gente fala que a IA vai fazer é exatamente a função de pré-vendas. A gente criou um colaborador que não ternova nunca.”
E aqui está a virada: não se trata de substituir humanos por IA. Se trata de redesenhar a operação para que a IA faça o trabalho operacional, repetitivo e de baixo valor agregado — liberando humanos para atividades estratégicas, consultivas e de alto impacto.
A diferença nos resultados? Multiplicação de reuniões agendadas, redução de custo por oportunidade, previsibilidade no pipeline e estabilidade operacional.
SDR com IA: O Que Funciona (E O Que Não Funciona)
Existe uma fantasia perigosa no mercado: que basta contratar uma solução de SDR IA para resolver todos os problemas comerciais de uma vez.
Não funciona assim.
Kleppa foi categórico ao falar sobre os clientes que não estão tendo resultados: “Os clientes que não estão tendo os melhores resultados, era porque estavam olhando para ela como uma bala de prata. Você não está contratando o Thiago Reis como SDR por esse preço. Ele segue a nossa metodologia, mas assim como um SDR de alta performance, você tem que colocar ele num ambiente, dentro de um processo que seja vitorioso.”
A IA não resolve processos quebrados. Ela amplifica o que já existe.
Se você não tem ICP definido, se não tem cadência estruturada, se não tem roteiro de qualificação testado, se não tem critérios claros de avanço no funil — colocar IA no meio disso vai gerar frustração, não resultado.
Por outro lado, quando você coloca IA dentro de um processo sólido, os ganhos são absurdos:
- Tempo de resposta: de horas para minutos
- Cobertura: de horário comercial para 24/7
- Volume de contatos simultâneos: de dezenas para centenas
- Consistência: zero variação na abordagem, qualificação e follow-up
Mas tudo isso só funciona se você tratar o agente de IA como trataria um SDR humano de alta performance: com onboarding estruturado, acompanhamento constante, ajustes baseados em dados e governança contínua.
O Caso Real: 200 Agendamentos em 24 Horas
Um caso prático ilustra perfeitamente o poder (e o risco) de escalar com IA.
Um cliente estava preparando uma campanha de marketing. Já tinha investido pesado em tráfego. Mas faltava capacidade operacional para atender o volume de leads que viria.
A equipe da Growth Machine implementou a Prospct AI em tempo recorde: “A gente falou: ‘cara, se você fechar hoje, hoje ele fica pronto’. A galera terminou no dia. E em 24 horas ele teve mais de 200 agendamentos, já tem mais de 300.”
O ponto crítico? “Se não tivesse a IA, já ia deixar o dinheiro na mesa. Ele pegou o time de vendas, botou de 7 da manhã às 11 da noite e o time não deu conta.”
Essa é a diferença brutal entre escalar com humanos e escalar com IA: velocidade de resposta, cobertura 24/7, capacidade ilimitada de contatos simultâneos.
Mas aqui vai o alerta: “Hoje usar IA generativa é um diferencial. Se você põe na sua empresa, é um diferencial. Mas daqui a um ano não vai ser, vai ser commodity. Todo mundo vai ter. Então, quem sair na frente, implementa o melhor processo, redesenha o melhor processo, põe agente nos processos-chave e depois vai implementando em outras áreas da empresa para ganhar escala, velocidade, sem ter que aumentar custo com headcount.”
As Habilidades Essenciais Para Dominar IA
A Fundação Mundial do Trabalho projeta que 80% das funções existentes no mundo deixarão de existir nos próximos cinco anos. Isso não é apocalipse — é transformação acelerada.
E nesse contexto, algumas habilidades se tornaram críticas. Não são necessariamente novas profissões, mas capacidades que separam quem vai surfar a onda de quem vai afundar.
1. Prompt Engineering: A Habilidade Mais Subestimada
Prompt Engineering não é apenas “saber escrever pedidos para IA”. É a capacidade de extrair o máximo valor de uma LLM com o mínimo de custo.
Alexander foi direto: “Esse cara consegue te economizar muito dinheiro, porque ele acerta no pedido, vai gastar menos token, o que vai gerar um saving, e você vai obter um resultado melhor.”
Empresas já pagam até $400 mil por ano para profissionais que dominam essa habilidade. Por quê? Porque um prompt bem estruturado reduz custos operacionais, acelera entregas e multiplica qualidade.
Como aprender? Comece pelos próprios sites dos provedores. OpenAI, Anthropic, Google — todos têm documentação completa de engenharia de prompt. Estude casos reais. Teste. Itere.
A ironia? Kleppa acredita que, no médio prazo, essa skill pode perder relevância à medida que as LLMs ficarem mais inteligentes e interpretarem melhor instruções vagas. Mas hoje, ela é crítica.
2. Desenvolvimento de Software Usando IA (No-Code/Low-Code)
No-code e low-code não substituem desenvolvedores profissionais. Mas democratizaram a criação de MVPs, validação de hipóteses e prototipagem rápida.
“No-code é perfeito para criar uma startup, criar um negócio, criar uma primeira aplicação. Mas depois, se você não tem esse skill, você tem que trazer um CTO, um cara de segurança, um cara de infra.”
A diferença brutal: antes, você precisava de meses e dezenas de milhares de reais para validar uma ideia. Hoje, com ferramentas como Lovable, V0, Bolt.new e conectores no-code, você testa em dias.
“Com Vibecode, para validar uma hipótese, validar uma ideia com os conectores que existem, com as soluções de API disponíveis — cara, criou uma realidade absurdamente transformadora.”
O limite? Escalabilidade. No-code funciona até determinado volume. Depois disso, você precisa de arquitetura real, segurança robusta, infraestrutura preparada para escala.
3. Criação de Conteúdo Visual com IA
A qualidade dos vídeos gerados por IA hoje é “fenomenal”, segundo Alexander. “O que as empresas antes gastavam para fazer propaganda, contratar artistas… Meu, hoje, todo mundo brinca com aquela imagem do Will Smith comendo macarrão, que virou meme. Hoje é capaz do vídeo estar melhor do que o Will Smith em vida real comendo macarrão.”
Ferramentas de geração de imagem, vídeo e design estão eliminando barreiras criativas. Você não precisa mais de orçamento de produtora para criar conteúdo de alta qualidade.
um caso real: “Tem um amigo meu que tinha uma empresa chamada Castelo dos Valores, tipo uma Netflix para católicos. Ele gravava conteúdo real, vinha para São Paulo, chamava os caras. Só que ele encontrou um nicho de pais que queriam que as crianças assistissem documentários, mas não rolava. Ele pegou e gera desenho animado com IA. E está vendendo assinatura.”
A tendência? Personalização em massa. Em breve, você vai criar séries personalizadas para seu filho. Vai gerar propaganda customizada para nichos específicos. Vai produzir material educacional sob demanda.
4. Análise e Interpretação de Dados com IA
“Peguei uma reunião do Lucas e joguei para IA. Falei: ‘me dá um resumo para um feedback consolidado’. Ela me deu o resumo e falou que o cliente fatura R$ 2.400.000. Eu falei: caraca, eu vi 80% da reunião e não vi isso. Joguei 2.400.000 na transcrição, zero resultado. Ela inventou.”
A lição? IA alucina. E você precisa de senso crítico para validar outputs. Não basta rodar o prompt — você precisa entender o contexto, questionar os resultados, validar as fontes.
“Você tem que ter o senso crítico de avaliar. Não pode pegar um resultado e falar: ‘isso está certo’. A IA não nasceu para ser 100% perfeita, porque ela é uma ferramenta estatística.”
5. Gestão de Processos com IA
Implementar IA não é plugar software. É redesenhar processos desde a base.
As empresas que fracassam são aquelas que tentam automatizar processos ruins. As que têm sucesso repensam o fluxo inteiro, eliminam etapas desnecessárias, criam novos indicadores e só depois colocam IA para escalar.
A ChatVolt fez mais de 100 projetos em 2024. E o padrão de sucesso foi sempre o mesmo: começar pequeno, pegar a fruta baixa, gerar resultado rápido, validar, depois expandir.
“Às vezes o cliente chega com dez projetos. Eu falo: ‘cara, não vamos fazer dez projetos. Vamos escolher um que é de grande impacto, baixo custo e facilidade de implementar’. Implementou esse, aí o cara já vem com o segundo projeto, mas aí o cara já está mais maduro.”
6. Literacia em IA e Gestão de Mudança
um ponto crítico: literacia em IA não é opcional, é obrigatória.
A Growth Machine criou o Growth Learn — um programa semanal onde todos os 116 colaboradores param uma hora por semana para estudar e implementar IA. Não é curso teórico. É aplicação prática, com problemas reais, resultados mensuráveis.
Por quê? Porque cultura vence tecnologia. Se o time não entende, não adota. Se não adota, a tecnologia vira shelfware — software comprado que nunca é usado.
O Papel Estratégico do RH na Implementação de IA
Se você acha que implementação de IA é responsabilidade exclusiva de TI, está perdendo o jogo antes de começar.
uma provocação poderosa: a melhor área para definir onde aplicar agentes de IA é o RH.
“As pessoas bugam quando eu falo isso. ‘Mas recursos humanos cuida de recursos humanos.’ Mas é a melhor área para gerenciar recursos. Não precisam ser humanos. Podem ser agentes de IA.”
A lógica é simples: RH entende de alocação de recursos, gestão de mudança, comunicação interna e impacto cultural. E implementação de IA não é só tecnologia — é transformação organizacional.
Nos projetos de maior sucesso da ChatVolt, o RH foi envolvido desde o início. Por quê? Porque sem gestão de mudança, você encontra boicote interno.
E isso acontece na prática: “A gente já teve casos onde o supervisor da área onde estava sendo implementado o agente de IA não criou a IA. Porque ele ia perder headcount, perdendo headcount ele perde poder, perdendo poder ele corre o risco de perder o cargo dele.”
Cultura vence tecnologia. Sempre.
Por isso, empresas que têm sucesso com IA fazem o seguinte:
- Envolvem RH no planejamento: antes de implementar, RH avalia se a solução é headcount humano ou agente de IA
- Criam programas de literacia: educação contínua sobre IA, desmistificação, capacitação
- Gerenciam expectativas: comunicação clara sobre o papel da IA, impacto nas funções, oportunidades de crescimento
- Monitoram adoção: acompanhamento de uso, feedback constante, ajustes culturais
Quando você trata implementação de IA como transformação cultural, não apenas como implantação de software, os resultados são 10x maiores.
A Oportunidade Histórica Que Está Na Sua Frente
Toda grande revolução tecnológica cria uma janela de oportunidade. E essa janela não fica aberta para sempre.
Tem um livro que eu cito muito, que eu gosto bastante, que é o “Outliers”, do Malcolm Gladwell. E o Outlier fala muito que o sucesso tem uma correlação com capacidade, mas também tem uma correlação com estar no momento certo na hora certa.
Bill Gates e Steve Jobs nasceram com menos de 2 anos de diferença. Se fossem mais velhos, teriam sido contratados por IBM ou Dell. Se fossem mais novos, perderiam a onda do microprocessador. Eles estavam no timing exato.
O mesmo aconteceu na Revolução Industrial. Depois na revolução do silício. Depois na internet. Depois nas redes sociais. Depois no mobile e cloud.
E agora estamos na revolução da IA.
Só que desta vez, a barreira de entrada é zero.
“Todos que você falou precisavam de muito investimento. Hoje a IA generativa você está à distância de um celular para poder utilizar e mudar o seu negócio.”
Você não precisa de bilhões para construir uma fábrica. (Revolução Industrial)
Você não precisa estar no Vale do Silício. (Revolução do silício)
Você não precisa levantar capital de venture capital. (Internet e .com)
Você só precisa de:
✅ Um celular
✅ Disposição para aprender
✅ Coragem para testar
E como eu sempre ensino tanto na Arena quanto dentro do High Growth: você tem que ser uma TV, tem que produzir conteúdo, se posicionar, construir audiência, ser percebido como autoridade. No passado você precisava de muita grana para fazer isso. Agora a gente está numa sala de podcast.
Você já vai sair com conteúdo que você pode criar cortes, que vão viralizar, que vão escalar. Então, velho, a capacidade de distribuição é uma questão de você gastar tempo. E a própria IA pode te ajudar a fazer isso, porque tem soluções que vão produzir corte, que vão criar roteiro.
A segunda ponta: você tem que educar o seu mercado, porque a maior parte, como a gente discutiu muito, não está preparado para utilizar. E o fato de você ter uma oferta educacional ou uma produção de conteúdo que ajude o seu cliente a entender que ele tem um problema e que você pode vir a ajudá-lo no futuro, é absurdo.
E o último passo, que era um negócio que eu queria fazer desde que saí da faculdade, mas eu não sou desenvolvedor, nunca consegui aprender a desenvolver, nunca consegui achar um sócio desenvolvedor antes do Pedro, que é ter tecnologia. Porque quando você vai escalar, você vai precisar de código.
Não adianta você querer seres humanos para escalar, porque eles vão ser limitados. Vai chegar um ponto que você bate num teto, você não consegue mais recrutar. Então, agora, com a no-code, para você validar uma hipótese, validar uma ideia com os conectores que existem, com as soluções de API que estão disponíveis… Cara, criou uma realidade absurdamente transformadora.
Eu acredito que as maiores fortunas que nós vamos ver na nossa época ainda não foram criadas. Elas estarão sendo criadas agora.
Os Três Estágios de Implementação de IA
um framework poderoso para entender a maturidade de uso de IA nas empresas. São três ondas distintas, e pular etapas é a receita do fracasso.
Estágio 1: Eficiência e Redução de Custo
É o básico. Você pega processos operacionais que consomem tempo e energia do time — abertura de tickets, FAQ, atendimento de primeiro nível, triagem de demandas — e automatiza com IA.
Kleppa exemplificou: “Você tem o Frank, por exemplo, na sua empresa que resolve 80% dos tickets. Isso é ganho de eficiência e redução de custo. Você tinha alguns atendentes ali dentro, 80% dos tickets foi para ele, beleza.”
Resultado: economia imediata, time liberado para atividades de maior valor.
Estágio 2: Melhoria de Output
Aqui você não está mais cortando custo — está multiplicando capacidade.
É quando você usa IA para aumentar volume de contatos, escalar ligações simultâneas, ampliar cobertura de atendimento (24/7 em vez de horário comercial), melhorar taxa de conversão.
“Eu consigo ter até 30 agentes de IA trabalhando de forma simultânea por operação ligando para prospects da nossa SDR IA hoje e aumentando essa capacidade caso os clientes peçam.”
Resultado: mais oportunidades, mais reuniões, mais pipeline, sem aumentar headcount proporcionalmente.
Estágio 3: Transformação do Negócio
Aqui é outro jogo. Você não está otimizando — está redesenhando o modelo de negócio.
É quando IA permite você fazer coisas que antes eram economicamente inviáveis. Criar produtos personalizados em massa. Atender nichos que não davam escala. Oferecer serviços premium a custo acessível.
O Castelo dos Valores ilustra bem isso: uma Netflix católica que gerava desenhos animados educacionais com IA, criando um produto que seria impossível produzir manualmente.
O erro fatal? Tentar pular direto para o estágio 3 sem ter dominado o 1 e o 2.
O ponto é claro: “O cara que dá errado, ele nem resolveu a parte de eficiência dele, ele está querendo ir lá para o final da segunda onda ou ir direto para transformar o negócio dele como um todo, e aí ele se complica na vida.”
O Que Você Deve Fazer Agora
Alexander deixou uma provocação final: “Pense no seu negócio, como você pode começar 2026 escalando o seu negócio, reduzindo o custo e colocando um funcionário virtual para trabalhar para você.”
Aqui está o checklist prático:
- Identifique processos operacionais e repetitivos
Onde você ou seu time gasta tempo com tarefas de baixo valor agregado? Atendimento inicial? Qualificação de leads? Follow-up? Agendamento? Suporte? Esses são os candidatos ideais para automação. - Redesenhe antes de automatizar
Mapeie o processo, elimine etapas desnecessárias, documente o que funciona, defina critérios claros de sucesso. Só depois disso, implemente IA. - Trate IA como colaborador, não como ferramenta
Faça onboarding. Defina responsabilidades. Monitore performance. Ajuste continuamente. Integre na cultura do time. - Envolva RH desde o início
Gestão de mudança é tão importante quanto implementação técnica. Comunique, eduque, engaje. - Comece pequeno, escale rápido
Não tente automatizar tudo de uma vez. Escolha um processo crítico, valide, otimize, depois expanda. - Meça o que importa
Defina KPIs claros: tempo de resposta, volume de contatos, taxa de conversão, custo por oportunidade, satisfação do cliente. Se não mede, não gerencia. - Invista em educação contínua
IA evolui rápido. Você não precisa acompanhar tudo, mas precisa estar atualizado sobre o que impacta o seu negócio diretamente.
Conclusão: O Salto Mais Difícil É O Primeiro
“O salto mais difícil que a gente tem é o primeiro. O resto você dá depois.”
A maior barreira não é tecnológica. É psicológica.
É o medo de não saber por onde começar. É a paralisia diante de tantas opções. É a sensação de estar sempre atrasado. É a crença de que você precisa entender tudo antes de fazer qualquer coisa.
Nada disso é verdade.
Você não precisa virar especialista em IA. Você só precisa começar a usar IA para resolver problemas reais do seu negócio. E quanto mais cedo você der o primeiro passo, maior a vantagem competitiva que você constrói.
Porque enquanto você hesita, alguém no seu mercado está testando. E daqui a 12 meses, essa pessoa vai estar 10 passos à frente.
A revolução já começou. A janela está aberta. A oportunidade é real.
A única pergunta que importa agora é: você vai aproveitar ou vai assistir de fora?
Quer entender como IA pode transformar a sua operação comercial? Agende um diagnóstico gratuito e descubra as oportunidades que estão na sua frente.



Respostas de 3
Parabens pelo conteúdo , é realmente benefico, mas gostaria de lhe sugerir que na proxima deixes também alguns exemplo.
Obrigado pelo feedback, Donato!
Muito bom esse conteúdo, obrigado por compartilhar!