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Do Mercado Financeiro ao Headhunter: Aprendendo a Vender o Produto Mais Complexo
David é filho de empreendedores — pai na indústria, mãe com loja de roupas femininas. Desde cedo, o objetivo era empreender. Ele fez high school nos Estados Unidos, jogou futebol americano, foi capitão do time de rugby no Insper e entrou no mercado financeiro pela XP.
A XP o contratou ainda na faculdade para prospectar estudantes de outras universidades — FAAP, Insper, GV — criando um ambiente de educação financeira voltado para captação de novos clientes. O que David mais gostou foi o relacionamento com as pessoas. Mas o mercado financeiro tradicional, especialmente para estagiários naquela época, não era o ambiente mais saudável. Ele aprendeu muito, mas percebeu que precisava de um lugar diferente para crescer.
Foi quando entrou como headhunter em uma empresa inglesa que estava começando no Brasil, a Huxley. E foi ali que ele aprendeu o básico do que viria a aplicar no Google anos depois.
A Huxley colocava pessoas em posições de VP, diretor e C-level. David, com 23, 24 anos, fazia três, quatro reuniões por dia com diretores e executivos de alto escalão. Não era para fechar vaga. Era para posicionar a empresa no mercado, explicar por que ela era importante, por que veio pro Brasil. E naturalmente a conversa tinha que ser muito relacionada ao mercado de trabalho.
Ele sentava, tomava café de manhãzinha, fazia três reuniões, almoçava no Rascal e voltava pro escritório para começar a fazer relatório. Durante a primeira semana, poucas pessoas fecham a porta para um headhunter. Você vai sentar com o cara. Só que no começo, David não agregava valor nenhum. Ele era só o cara perguntando. Mas ele absorvia muito.
Depois de um mês fazendo isso, ele já tinha feito ali quase 90 reuniões. Aí ele agregava muito valor, porque todo o conhecimento que ele adquiriu de 80 pessoas, ele ia numa conversa falando sobre o mercado com o próximo executivo. Então começava a mudar.
David conta que essa foi uma das suas maiores escolas de venda. Porque uma venda de headhunter é uma das vendas mais complexas que tem. O produto é o ser humano. Não tem nenhum outro produto com mais variáveis. E o que você oferece pro outro lado é o cara mudar de vida. Tirar um cara da Rússia para ir pra Argentina. Com PhD, com família. Imagina convencer.
E o maior ativo do headhunter? Networking. Ninguém fecha a porta. Você tem um asset que é essa possível mudança de vaga. O C-level nunca vai fechar a porta. Ele sabe que tem que estar no seu pipeline para quando abrir uma vaga legal em outro lugar.
Como Bater Recorde de Vendas no Google em Pouquíssimo Tempo
Quando David entrou no Google, ele já tinha bagagem de cold call, prospecção ativa, construção de pipeline e relacionamento de longo prazo. Mas o que fez ele bater recorde de vendas na América Latina em pouquíssimo tempo?
Ele divide o começo em algumas etapas. A primeira coisa que ele faz, em vez de sentar e começar a trabalhar, é entender quem são os melhores. E o Google, sendo uma empresa global, tem uma facilidade enorme para fazer isso.
David falava: “Cara, quem que é o melhor da Ásia, do Japão, da China, de Singapura?” Ele sentou com cada um deles. Fez umas 20 reuniões do próprio Google, porque tem essa abertura para entender por que cada um deles é tão bom e aprender o que eles fazem diferente para ter sido o melhor de cada uma dessas regiões ou países.
Ele pegou uma lista de best practices. Todos eram muito diferentes. Mas tinha uma linha ali que as pessoas faziam parecido e uma linha que faziam diferente. O que eles tinham em comum? Automação de processos. As partes óbvias eles não dedicavam muito tempo.
E o Google dá autonomia. Você é um vendedor, você vai falar: “Cara, eu quero esse trimestre focar só numa vertical”. Você tem sua meta e você tem a liberdade de criar sua estratégia para sua meta. Tem diretrizes, tem várias coisas ali que você tem que seguir, políticas. Mas seguindo todas as diretrizes, você tem bastante liberdade de inovar. O Google tem um mindset muito inovador.
David pegou de cada um desses top performers aquilo que fazia sentido para ele. De outros ele falou: “Cara, para mim não vai funcionar”. E aí ele pegou o melhor de cada um e criou sua estratégia própria.
Mas tem uma coisa que ele fez que foi fundamental: no Google, você tem acesso direto ao calendário de qualquer pessoa. Você manda um ping interno, fala “tudo bem, queria sentar com você, acabei de entrar”, o cara te responde na hora. “Tudo bem, pode marcar na minha agenda”. E David fez isso.
Ele lotou a agenda no começo de 30 minutos, uma hora com cada um deles para aprender. Falava: “Cara, me joga informação que eu tô aqui como uma esponja”. Essa é a melhor vantagem de você ser membro do Google. Se você não é do Google, você tem que mandar um LinkedIn e botar duas secretárias para falar. No Google não. Você jogou lá, botou o e-mail do cara, rapidamente você vê o slot.
E ele recomenda tentar isso mesmo fora de empresas como o Google. O empreendedor tende a responder, a ajudar. A taxa de resposta não vai ser a mesma, mas dá para fazer. Quando você fala com alguém que tá 15 passos na sua frente, um ano, dois anos na sua frente, ele te economiza muito tempo em shortcuts. Fala: “Cara, eu fiz isso, deu errado por causa disso, eu fiz isso, deu certo por causa disso”.
Sweet Secrets: Quando Experiência Vira Diferencial Competitivo Real
Enquanto entregava performance no Google, David começou a construir algo completamente diferente. E tudo começou com sua paixão pessoal: viajar.
Felizmente ele teve a oportunidade de liderar um time global pelo Google e acabou viajando muito mais porque trabalhava em outros países. Quando você trabalha em Singapura, Japão, Austrália, Londres, Dublin, Nova York, você consegue viajar em volta. E David tentava achar as melhores experiências em cada um dos países que visitava.
Ele foi no mundo inteiro vendo gastronomia, mixologia, hotelaria, esporte, aventura. Sempre o melhor que tinha. Como ele trabalha muito, quando via para ele viajar é onde relaxa. É um lugar que ele quer maximizar tudo ali. É o único lugar que ele não vai pensar tanto em dinheiro. O resto ele economiza. Porque a visão dele é: colecionar experiência não é um gasto, é um investimento.
E foi exatamente o que ele fez no Google. Foi vendo quem eram os melhores do mundo, depois juntou e fez o seu estilo. Foi indo em clubes, tendo experiências, indo em speakeasies fora do Brasil. Aí ele falou: “Cara, não tem isso no Brasil”.
David foi em speakeasies no mundo inteiro, cada um com uma experiência mais marcante que o outro. Foi em restaurantes com Michelin, restaurantes de experiência, cada um mais incrível. Foi em lugares onde a música, os cantores eram muito únicos. Teve atendimentos em hotéis que eram muito especiais. Ele falou: “Cara, se alguém pegar tudo isso, todas essas experiências muito únicas e colocar num lugar só, já é incrível”.
Para ele, em São Paulo não tinha nada parecido. E a linha de restaurante e bar aqui chegou num nível que esse “muito bom” já era o suficiente e ninguém deu, por conta de investimento, esse step acima.
A visão dele era: eu tenho conhecimento porque sou investidor de bares e restaurantes, tenho expertise porque viajei muito. Se alguém criar essa faixa de investimento acima, depois vai demorar muito para alguém conseguir alcançar.
De Business Plan a Realidade: Quando a Obra Custa o Dobro
David começou a conversar com amigos sobre o projeto durante a pandemia. A flexibilidade de horário e de localização deu a liberdade para dar o próximo passo. Ele contratou uma consultoria de business plan, montou viabilidade financeira. Esse foi o primeiro passo.
O projeto no começo chamava DEQ e ele era um clube. A ideia era uma casa grande nos Jardins, onde ia ser um clube, assim como é muito em outros países. Só que ao começar a procurar, ele visitou provavelmente todas as 60 maiores casas disponíveis nos Jardins. Não era possível por conta da legislação do bairro. Para ele a localização era essencial ser naquela região.
Então ele começou para área mais comercial dos Jardins. E na área comercial não encaixava porque era para ter academia, quarto, ser realmente um clube. Aí ele achou o ponto hoje. Quando entrou nesse ponto, falou: “Cara, esse ponto é fenomenal e uma das maiores experiências que eu já tinha vivido era o speakeasy, era o secreto”.
Ele teve a ideia: vou juntar o secreto com o exclusivo. Vou juntar o conceito que eu sou apaixonado, que é o Sweet Secrets (o speakeasy), com o conceito que eu já queria criar, que é o Members Club. Aí surgiu o Sweet Secrets. Ele não veio de um planejamento inicial, mas pelo encontro do lugar que fazia sentido.
E quando você fecha o ponto, acabou, não tem mais opção. Queimou a ponte, pulou. Tudo isso foi no meio da pandemia.
O projeto do Sweet Secrets custou duas vezes o que David orçou inicialmente. Sempre falavam: a obra demora mais e custa mais. Ele pensou: “Tudo bem, 10, 15% a mais dá para entender”. Tava disposto a esse 10 a 15%. Só que começou a acontecer. No fim das contas, foi o dobro.
Durante a obra, ele quase quebrou. Emprestou dinheiro do pai, emprestou dinheiro de amigo, vendeu casa. Ele tinha comprado um apartamento, vendeu. Ficou com dívida que tinha no nome. Começou a obra faltando 2 milhões, terminou faltando 5 milhões.
Quando inaugurou, o clube ainda não estava pronto para operar como clube. Estava funcionando como restaurante, evento corporativo. E David não sabia quanto cobrar. Ele colocou um valor X para ser membro. Na segunda semana de operação, um cara chegou e falou: “Quanto que é para ser membro?” David falou o valor. O cara passou o cartão na hora, nem conversou, nem queria saber o que tava incluso.
David pensou: “Caramba, tá barato, perdi dinheiro”. Na mesma semana, outro jantar, outro cara perguntou. David falou: 2x o valor anterior. Na hora o cara falou: “Tô dentro, me manda o Pix”.
David foi desse X para 5x em 3 meses. Manteve o 5x. Falou: “Cara, aqui tá um valor razoável porque eu entrego”. Só que ele pensou: agora vou focar no clube. Agora o foco é construir um clube que vale muito mais que isso.
O que ele tá cobrando hoje, o cara tem a entrega do que ele tá pagando. Ele acha que tá justo. Só que ele vai construir um clube tão incrível, com tanta entrega, que esse cara que pagou esse valor vai estar tão feliz, mas ele consegue cobrar muito mais dos próximos.
Em setembro deste ano, subiu o preço para R$ 100 mil de anuidade. Ano que vem já vai subir de novo. A grande parte que já pagou R$ 60 mil já falaram que já deu retorno nos R$ 60 mil, já estão felizes com as entregas.
Por mais incrível que pareça, aumentar para R$ 100 mil aumentou demanda e aumentou taxa de conversão. Quando você cobra mais caro, o cara quer realmente entender as entregas. E filtra mais também. Você sabe que não vai ter alguém desqualificado ali dentro.
A Loja de Doces Que Explodiu no Instagram e Teve Que Fechar
Na frente do Sweet Secrets tem uma loja de doces. E ela é pequena. A ideia no começo era uma loja que funcionava. Era uma loja de doces para funcionar e tinham várias ideias do que fazer naquela loja, criar produto próprio, fazer parceria.
A gente abriu ela funcionando. Só que como era toda rosa, toda linda, toda Instagramável, ela estourou no Instagram como loja de doce. Saiu em Sam PA Dicas, Dicas de São Paulo, abre loja de doces em São Paulo Instagramável. Estourou.
E não tinha endereço em lugar nenhum. Então em todos esses posts ninguém falava do endereço onde era. Só que as pessoas começaram a adivinhar, a descobrir. As pessoas no Instagram direct era inacabável, não acabava. Não conseguiam responder, não conseguiam filtrar.
Então decidiram fechar a lojinha. A lojinha hoje ela só funciona durante a noite para quem tá frequentando o clube. Vende bem. Na maioria das vezes é o pessoal saindo que compra. Depois sai do encantamento, quer alguma coisa para comprar para levar. Então compra na lojinha, vem uma sacolinha bonitinha. É tipo uma recordação, tipo sair da Disney, você passa nas lojinhas de souvenir.
Tiveram que fechar a lojinha porque ela explodiu.
E por que a loja é Instagramável se lá dentro não pode tirar foto?
A loja foi feita para ser o lugar onde você tira foto. Como lá dentro não pode tirar foto, eles criaram esse rosa tão único, esse lugar tão Instagramável para todo mundo que sabe ver esse rosa no Instagram falar: “Cara, eu sei onde o cara tá”. E para quem não tá, gera uma curiosidade gigantesca.
Para a estratégia do David, faz mais sentido. A estratégia dele não precisa de muito público. Precisa do público certo. É um clube extremamente seleto, fechado, caro. Se tiver muita gente, vai contra o objetivo de um clube de empresários.
A partir do momento que começa a ter muita gente conhecendo, perde um pouco da exclusividade. A minha estratégia não é escala de pessoas, é escala de valor.
Atenção aos Detalhes: Quando Cada Elemento Conta Uma História
David é obcecado por detalhes. A comanda do Sweet Secrets foi inspirada numa chave de hotel em Dubai que era dourada, parecia uma moeda de ouro. Ele falou: “Cara, o cara se preocupou com a chave”. Ele tem uma coleçãozinha que pedia toda hora uma que queria guardar. Falou: “Cara, a comanda do meu projeto tem que ser assim”.
O cardápio: estava para renovar o cardápio. Foi pra Índia, naquele hotel que é na frente do Taj Mahal. Estava na piscina, pediu o cardápio, veio um aquele modelo. Fez na hora um vídeo, filmou tudo, mandou para a equipe. Falou: “Cara, manda fazer”.
Vem muito de inspirações internacionais. Algum canto que ele viu. O arquiteto tem um mérito absurdo. É o Office 134 do Herbert. Primeiro projeto 3D que ele mostrou, David falou: “Não quero mudar nada”. Sentaram para jantar, ele mostrou o 3D. David falou: “É isso, o cara é um fenômeno”.
O arquiteto trouxe essa questão internacional de vários lugares. Tem Budapest, Singapura, Japão, França, Londres, Nova York, tudo de inspiração lá. Podia virar um supermercado horrível ali. Ele soube criar uma experiência que tudo junto funciona.
Tem um storytelling de uma ponta a outra. Cada cantinho que você olhar ali tem uma história, tem um storytelling de algum país, de alguma experiência. É muito único essa atenção ao detalhe.
As Pessoas Esquecerão o Que Você Disse, Mas Nunca Esquecerão Como Você As Fez Sentir
Essa frase guia tudo que David construiu dentro do Sweet Secrets. Quando você pensa na loucura que é a rotina, tudo que a gente faz, você ter mais um dia normal cai no esquecimento.
Quando alguém te faz sentir alguma coisa diferente, uma experiência tão única, ela fica marcada na memória. Várias vezes David está em algum outro lugar que não é Sweet Secrets em rodas e as pessoas querem contar do que o Sweet Secrets fez elas sentirem.
Não é sobre o que viram. É sobre o que sentiram.
Em quatro anos de Sweet Secrets e 13 anos de Google, a rede de relacionamento do David aqui é muito maior. E isso não aconteceu por acaso. Aconteceu porque ele entendeu que networking profundo não se faz com quantidade, se faz com profundidade.
As Entregas Que Justificam R$ 100 Mil Por Ano
A maioria das entregas do Sweet Secrets é de conteúdo. David fala: “Vamos falar de esportes”. Ele bota o CEO da Fórmula 1, da WSL e da NFL para falar numa rodinha para falar sobre isso. Vamos falar de IA. Botou o ex-embaixador de IA do Google para falar com 10 pessoas. Falar de marketing, botou o presidente do Pinterest para falar com 10 pessoas.
Ele vai gerando através de acessos a conteúdo tão alto pros membros que esse cara, não importa quem ele é, ele não tem acesso, não conseguiria fazer isso. E aí naturalmente os membros vão se conhecendo. Porque para de uma vez você vai num evento, você não tá interessado em networkear para ninguém, você tá interessado no conteúdo. As outras pessoas também estão interessadas no conteúdo. A conexão é natural. Não tá indo lá para vender.
Apex Summit: Nadando com Baleias Orca e Construindo Network em Alto Mar
Além do Sweet Secrets, David criou o Apex Summit — viagens de experiência para lugares que a maioria das pessoas nem sabe que pode ir.
Ele posta muito a vida dele, as viagens que faz. Todo final de ano bota as metas do ano. A meta desse ano era nadar com baleia orca. Postou isso. Quando postou, veio uma demanda. Pessoas estavam pedindo. Eram pessoas que ele gostaria de viajar junto.
Ele começou a pensar com aquela mente empreendedora. Falou: “Cara, vou montar um projeto”. Aí montou o Apex. Esse é o David. Esse é o David levando porque é o hobby dele mesmo. Não queria misturar as coisas.
A ideia foi exatamente essa: pegar a aventura extrema, a outra coisa que ele gosta — viajar, wellness e networking. Juntou esses três pilares. Viajar sempre com essa aventura extrema. Networking. O filtro foi maior ainda. Não só financeiro, mas de pessoas. Porque é uma viagem muito pequena para errar as pessoas. Imagina você botar um mala sem alça, acabou a viagem. Era uma semana, seis pessoas. Tem um cara errado aqui, ele contamina a viagem inteira.
Esse primeiro ainda, além de serem grandes empresários, eram pessoas muito próximas que ele sabia que ia dar liga. Foram duas semanas separadas na Baja California com uma casa incrível.
Mas a outra coisa que aconteceu sem querer: ele teve um sócio local, o Tav Castro. Tav Castro tem 5 milhões de seguidores. Ele é o Aquaman da vida real. O cara fica 7 minutos embaixo da água sem respirar.
E aí naturalmente o que começou a ser a viagem? Foi uma imersão de apneia. Todo mundo saiu de lá ficando no mínimo 3 minutos sem respirar. Todo mundo. David ficou 4 minutos e 22 segundos.
O principal não é nem técnica. Quando você sente a necessidade de respirar, você tá com 80% de oxigênio ainda. Então é só passar o desespero. Você passa aquela sensação, deixa ela passar, relaxa de novo e vai mais um minuto.
No primeiro dia todo mundo fazia um treino de respiração e ninguém ficou menos de 3 minutos no primeiro dia. No segundo dia faziam treino de profundidade. No primeiro dia ninguém ia menos de 10 metros. Todo mundo descia numa corda para fazer a prova.
Para quê? Se você faz isso no primeiro e segundo dia, a hora que você vê a baleia orca, você não tá desesperado. Você fala: “Cara, eu já fui a 10 metros, eu consigo ficar 3 minutos. Deixa eu curtir aqui”. Tira aquela ansiedade, aquele desespero para você curtir o momento.
O tipo de viagem que fizeram se chama Ocean Safari, que é o safari no oceano. Exatamente o que faz na África. Você passa o dia inteiro num barco procurando animais. A orca é o auge, mas viram baleia piloto, raia manta, tubarão, golfinho, nadaram com tudo.
Passaram uma semana, todo mundo em barco. E aí todo dia de noite faziam uma fogueira que era a fogueira do networking. Era só falar de negócios. No dia um faziam uma mais longa para todo mundo se conhecer, seus desafios, quais são as necessidades. Agora eu já sei quem vocês são, tô batendo papo, posso ter uma ideia para te ajudar.
Como são poucas pessoas durante muito tempo, gerou muito negócio, gerou muita interação. Hoje as pessoas continuam saindo, gerou amizade. Foram duas turmas de seis pessoas.
Das seis pessoas que não viram a orca, duas falaram: “Essa foi a melhor experiência na minha vida”. Então, sem ver a orca, o cara já sentiu isso.
IA, Experiência e o Futuro dos Clubes
Começou a se falar muito de experiência. Você vai no shopping center, as lojas não são mais lojas de roupa. São showroom, são lugares de experiência. O próprio Steve Jobs começou isso com a loja da Apple. Quando você olha a loja da Apple, é um templo. É o templo ao iPhone.
E começou a surgir uma tendência desses clubes de membros, clubes imersivos. IA deixa esse topo de funil muito parecido, o conteúdo que você vai absorver. Ao mesmo tempo, provavelmente David não conseguiria fazer tudo o que está fazendo hoje se não fosse por IA. Provavelmente o Apex Summit nunca ia existir se a IA não tivesse ajudado tanto com produtividade.
Desde que ele criou o Sweet Secrets, a quantidade de clubes que apareceram é muito grande. Só que está indo naquele caminho do infoprodutor. Tem uma galera que vem: “Vou criar um clube incrível, vem para cá, vai ter um monte de coisa”. Depois está muito mais interessado em trazer o cara para dentro. Depois não tem tanto a entrega.
Às vezes David até acha bom o cara ter participado de um clube e não ter gostado. Porque durante muito tempo ele tinha que educar o que era um clube. Esse era um dos maiores desafios. Você pega um grande empresário, fala pro cara: “Você tem que pagar para entrar aqui”. Cara, como assim? Quem é você para me cobrar?
Aí vieram outros, dúzias, centenas de clubes que hoje existem no Brasil. O cara já fala: “Não, tudo bem, eu sei que isso existe, eu sei que faz sentido pagar para fazer parte”.
Google É Escalável: Aprenda Algo Completamente Novo a Cada 3 Anos
O Google é uma empresa escalável. A palavra escalabilidade tá em quase tudo do Google. Então não está sendo criado pensando no dev, no engenheiro. As empresas de tecnologia que mais crescem são as que dão acesso.
Por exemplo, tem várias iniciativas em todas as bigtechs do que chama Next Billion Users. É o cara que não tem acesso à internet. Se a sua empresa é a empresa de acesso à internet para ele, ele nunca mais vai para outra coisa. Se o primeiro celular dele é um Android, não é um qualquer outro, ele vai estar com você para sempre. Esquece, ele não muda mais.
Tem esse next do celular, da internet, que por incrível que pareça, ainda tem muita gente no mundo que não tem acesso à internet. Mas a mesma ideia vai para IA. Ainda a grande massa, a maioria do mundo, a grande maioria não usa IA. Qual que é o primeiro IA que ele vai usar e por quê?
O mais utilizado ainda é Chat GPT. Tem bilhões, a maioria do mundo não usando. Então é como a gente vai conseguir que mais pessoas comecem para depois evoluir.
E aqui entra uma lição que David aprendeu ao longo da vida. Há seis anos atrás ele começou a fazer jiu-jitsu. Já tinha certa reputação, status. Mas no tatame, ninguém pedia para tirar foto com ele. A galera queria estrangular. E isso foi libertador.
Porque quando você entra em um lugar onde você é o pior, você lembra o quanto ainda tem para aprender. Você quebra a vaidade. Você volta a ser humilde. Você lembra que crescimento real vem de desconforto.
E isso é fundamental para quem está em posição de liderança. Porque quando você começa a ter resultado, sua cabeça tende a te levar para um caminho de vaidade. E quando você percebe, já foi. Você parou de crescer.
O Plano de Longo Prazo: Vender em 3 a 5 Anos
David acha que o longo prazo de um empreendedor é a venda. Não diz que é curto, acho que tem anos para isso ainda. Uma coisa de 5, 6 anos. É uma venda quando tiver um clube já robusto.
A ideia é um número de membros fechado. Com renovação. Para entrar um membro tem que sair um membro. Um ticket médio maior ainda. Vira um clube fechado, realmente com essas entregas, lógico que com o tempo vai criar mais, mas daqui 5 anos é esse business já com dinheiro recorrente, fechado, tudo certinho, que é fácil você ter um valuation e vender.
Ele vê um valuation muito alto pelo nível de pessoas que vai estar lá dentro e por ser recorrente.
Hoje em dia ele já é assediado. Já é. Mas ainda não é tão claro o valuation, porque ele ainda é um espaço de evento, um restaurante e um clube de membros. Quando fechar esse círculo de 300 membros com uma receita recorrente, ele é um clube que tem outras receitas.
Hoje as receitas, como ele falou, 20% ainda é de alimento e bebida. Evento corporativo ainda gera muita receita. Quando o clube for um clube que às vezes nem precisar das outras receitas, esse é o momento que faz sentido vender. Porque é muito óbvio o que ele é e como fazer um valuation disso.
Ele dá um hemisfério aí de 3 a 5 anos para estar assim redondo. Esse vai ser um objetivo de longo prazo.
E Davi Depois? Não Saber É Gosto de Não Saber
Felizmente, ele tem CEO no Sweet Secrets, depende muito pouco dele. Era um dos objetivos desde o começo. Primeiro ano ele dedicava 8 horas Google, mas 8 a 10 Sweet Secrets. E aí foi cada ano diminuindo mais, mais e mais. Hoje ele tem uma reunião semanal com o CEO e tem touch points com ele.
Sendo bem sincero, o que deu mais tesão para ele foi o Apex Summit do que qualquer outro. Porque ele botou a paixão dele num negócio. Combinou.
Ele tinha medo de transformar sua paixão em um trabalho e perder a magia. Mas o que aconteceu foi o oposto. Ver outras pessoas se apaixonarem pelo que ele já era apaixonado criou uma experiência ainda mais profunda.
E o endgame? Não é o Google, não é o Sweet Secrets. Ele gosta de não saber.
O Que Fica: Networking Profundo, Experiências Únicas e Aprender com os Melhores
Se pudesse voltar 5 anos, David faria um networking mais profundo desde o início. Ele tinha muitos contatos, mas eram contatos rasos. Focados em vender e seguir em frente.
Só quando começou o Sweet Secrets que ele entendeu o valor de relacionamentos profundos. De conversas longas. De criar valor para outras pessoas sem esperar retorno imediato. E isso transformou completamente a forma dele operar.
Ele fala que muitos dos negócios que fecha hoje no Google vêm de relacionamentos que cultivou há anos. Pessoas que ele ajudou sem esperar nada em troca. Que ele conectou com outras pessoas. Que ele entregou valor antes mesmo de vender qualquer coisa.
Esse é o tipo de prospecção de vendas B2B que gera resultado de longo prazo. Não é sobre volume. É sobre profundidade. Não é sobre fechar hoje. É sobre construir confiança que vai gerar negócios pelos próximos 10 anos.
E isso se aplica tanto ao Google quanto ao Sweet Secrets. Porque, no final das contas, vendas B2B e construção de comunidades de alto nível são a mesma coisa: gerar valor real para pessoas certas ao longo do tempo.
David ensina que não adianta pegar os melhores, juntar e não botar o seu estilo, porque não tem longevidade. Seja no Google, seja no Sweet Secrets, seja no Apex Summit, o que diferencia é a capacidade de absorver o melhor de cada referência, criar algo único e entregar experiências que as pessoas não esquecem.
As pessoas esquecerão o que você disse, esquecerão o que você fez, mas nunca esquecerão como você as fez sentir.



Respostas de 3
Parabens pelo conteúdo , é realmente benefico, mas gostaria de lhe sugerir que na proxima deixes também alguns exemplo.
Obrigado pelo feedback, Donato!
Muito bom esse conteúdo, obrigado por compartilhar!